segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O que significa “avatar”?


Por causa do filme Avatar, de James Cameron, e seu sucesso de bilheteria no Brasil, muitos internautas estão me escrevendo e perguntando a respeito do significado do termo que dá nome ao filme. A fim de atender a esses irmãos rapidamente, resolvi citar um trecho do meu livro Perguntas Intrigantes que os Jovens Costumam Fazer, editado pela CPAD, no qual há um capítulo sobre a Nova Era. Para conhecer esta obra, visite o Blog do Ciro.

Pastor Ciro responde:

“Muitos são os títulos que identificam o movimento: New Age, Era de Aquário, Nova Ordem Mundial, Nova Consciência etc. Era de Aquário se refere a um período em que a humanidade entrará em uma fase adiantada de consciência espiritual. Tal título tem origem em um segmento da astrologia que apresenta quatro eras com a presença marcante de um avatar.

Avatar é alguém que atingiu o nirvana, iluminação após sucessivas reencarnações, e decidiu voltar ao mundo para ajudar as pessoas a aperfeiçoarem o espírito. A palavra nirvana, embora indique iluminação, significa “apagar”, uma referência ao fato de que todos os desejos se extinguem quando se atinge esse estágio final.

Cada era está relacionada com um povo e tem a duração de 2.150 anos. Os egípcios se destacaram na pecuária e tinham os bovinos como deuses. Daí a primeira era ser Touro, cujo avatar não é definido claramente nos estudos aquarianos. A transição para a Era de Carneiro foi a saída do povo de Israel do Egito. O povo predominante desta era, por conseguinte, são os judeus, que cuidavam de ovelhas.

O avatar da Era de Peixes, segundo os aquarianos (seguidores da Nova Era), é Jesus Cristo, tendo como povo predominante os cristãos. Esse título foi dado ao período em razão de o peixe ser o primitivo símbolo do Cristianismo. As letras da palavra ichtus (“peixe”, em grego) foram usadas pelos cristãos para criar o acróstico: “Iésous Christos Theou Uios Sõter”. Ou seja: “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”.

Acompanhando a seqüência cronológica estabelecida, a Era de Aquário começaria somente em 2.146, mas alguns aquarianos dizem que a humanidade já vive esta era, enquanto outros dizem que chegará a qualquer momento, trazida pelo seu avatar, o Maitréia, acerca do qual falaremos mais adiante. (...)

A Nova Era é, portanto, uma espécie de corrente de pensamento em que convivem diversas idéias, crenças, filosofias e práticas esotéricas. Não se trata de uma seita, mas de uma forma de pensar que tem como base a idéias do fim da Era Cristã (Peixes), para a instituição da Era de Aquário”.

Em Cristo,

CSZ

domingo, 24 de janeiro de 2010

Pregadores mirins ou miniaturas de animadores de auditório?


Comecei a pregar muito cedo, por graça de Deus, e também conheci, ao longo dos meus quase 40 anos, meninos pregadores. Alguns cresceram e continuaram pregando a Palavra do Senhor. Outros, por falta de orientação, resolveram agir por conta própria, e suas promissoras carreiras ministeriais não deram em nada.

Estou preocupado com a nova geração de pregadores. E me sinto incomodado com os chamados pregadores mirins, que são, na verdade, meninos de 8, 10, 12 anos que estão imitando famosos animadores de auditório. E, pasmem, já existe até bebê avivalista!

Os animadores de plateia mirins são miniaturas dos pregadores malabaristas. Eles são cheios de trejeitos, berram ao microfone, como se fossem pôr as entranhas pela boca, correm de um lado para o outro, fazem gracejos, dão golpes no ar, empregam bordões como “Ei, psiu, diga para o seu irmão: sonhador não morre” e “Pentecostal que não faz barulho está com defeito de fabricação”. E o pior: de modo soberbo, agem como profissionais da pregação!

Em algum lugar na Internet, um menino mal-orientado apresenta o seu currículo de maneira imodesta e, tacitamente, oferece os seus serviços: “Pregador mirim fulano de tal, pregador da palavra de 11 anos, usadíssimo por Deus! Deus tem me usado para avivamento espiritual, exortação, cura, libertação de almas e muito mais! Telefone para contato: (99) 9999-9999”.

Ora, Deus usa a quem quer e como quer, inclusive meninos, adolescentes e jovens! Haja vista Samuel, Davi, Josias, o menino Jesus, Timóteo, etc. Mas não podemos aceitar com naturalidade a exploração infantil, o mecanicismo e o artificialismo. Além disso, não devemos tolerar, nos infantes, a soberba, o comportamento de celebridade e a imitação de um modelo que não está de acordo com a pregação cristocêntrica, ainda que usemos como justificativa o fato de as crianças serem ingênuas e, até certo ponto, inocentes.

Por outro lado, não gosto nenhum pouco da maneira como certos editores de blog escarnecem desses chamados pregadores mirins e os expõem zombeteiramente, criando vídeos com legendas reprováveis. Eu nunca vou inserir um vídeo desse tipo aqui porque isso é também explorar os infantes e expô-los ao ridículo. Precisamos ter equilíbrio e saber que o bom humor precisa ser feito com bom senso e temor a Deus.

Que Deus levante pregadores mirins que falem com singeleza a respeito do Evangelho. Que os líderes e pais orientem os meninos pregadores a permanecerem humildes, sabendo que a chamada é um ato soberano do Senhor. E que eles, por sua vez, imitem o maior Pregador mirim que o mundo conheceu, o qual aos 12 anos estava no meio dos doutores — interrogando-os e sendo interrogado por eles! Ele, ao chegar à maturidade, cumpriu com autoridade um tríplice ministério, ensinando, pregando e curando os enfermos (Mt 4.23).

Com respeito e amor a todos os expoentes mirins (pois Jesus também foi um menino Pregador), e desejando vê-los progredir, seguindo a bons exemplos,

CSZ

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O mundo acabará em 2012?

Quase todos os dias visito uma livraria. E já vi pelo menos uns três livros novos pelos quais se afirma que o mundo poderá acabar em 2012. Aproveitando que o filme 2012 ainda está em cartaz, alguns prognosticadores de plantão chegam a decretar o dia exato em que o mundo acabará: 21 de dezembro de 2012!

O mundo acabará bem no dia em que eu e a minha amada completaremos 21 anos de casamento?!

Pelo menos o centenário das Assembleias de Deus no Brasil será em 2011...

Mas, o que mais acontecerá antes de 2012? Ih, o centenário do Corinthians?! Bem que o mundo poderia acabar antes...

Brincadeiras à parte, nós, que conhecemos a Palavra de Deus, não estamos esperando o fim do mundo, e sim o Arrebatamento da Igreja, o qual poderá acontecer a qualquer momento!

CSZ

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Pedir ou determinar?

O leitor Leandro Dias, de São Paulo, pergunta:

A paz do Senhor, pastor Ciro. Aqui no meu bairro uma determinada igreja colocou uma faixa bem grande na frente do templo: ‘Até agora nada determinastes em meu nome. Determinai e recebereis para que o vosso prazer se cumpra’ (João 16.24). Se você ainda não aprendeu a determinar, participe de uma de nossas reuniões e aprenda a receber as bênçãos de Deus. Estou confuso; pode me ajudar?

Pastor Ciro responde:

Conquanto pessoas estejam “determinando” sobre as suas carteiras, para que fiquem cheias de dinheiro, ou sobre os seus corpos, para que fiquem sadios, o Senhor Jesus ensina-nos a pedir ao Pai em seu nome, e não a determinar (Mt 7.7-11; Jo 14.13; 16.24, etc.). Na foto acima — tirada pelo próprio irmão Leandro — vemos um grave pecado contra o Deus da Palavra e a Palavra de Deus: o de torcer as Sagradas Escrituras, fazendo-as dizerem o que não dizem (Ap 22.18,19; Dt 12.32).

Os falsos mestres torcem, falsificam as Escrituras (cf. 2 Pe 3.16; 2 Co 2.17), afirmando que o sentido do termo “pedir” equivale, no grego, a “determinar” e “exigir”. Valem-se da eisegese (não confunda com exegese), método pelo qual se cria uma doutrina, para depois encontrar na Bíblia versículos isolados, que, pretensamente, avalizem interpretações diferentes das usuais e comuns.

É pecado contra o Deus da Palavra e a Palavra de Deus, repito, afirmar que o termo “pedir” em João 14.13; 15.16; 16.24,26 e passagens correlatas significa “determinar”. Fazer isso é querer ajustar a mensagem da Bíblia ao raciocínio humano. Será que todos os eruditos que traduziram as Escrituras para os vários idiomas erraram? Afinal, nenhum deles empregou “determinar” em lugar de “pedir” nas passagens supramencionadas.

João Ferreira de Almeida traduziu o verbo grego aiteõ, em João 14.13, por exemplo, para “pedirdes” (cf. ARC e ARA). Nas traduções inglesas King James Version e New Internacional Version, empregou-se o verbo ask (pedir). E, na famosa versão espanhola de Casiodoro do Reina, o verbo aplicado foi pediereis. W. E. Vine afirmou: “O verbo aiteõ sugere na maioria das vezes a atitude de um suplicante, a petição daquele que está em posição inferior àquele a quem a petição é feita; por exemplo, no caso de homens ‘pedindo’ algo a Deus (Mt 7.7)...” (Dicionário Vine, CPAD, p.860).

Mas os defensores da “determinação”, quando tentam explicar o seu pecado de torcer a Palavra de Deus, se complicam mais ainda! Asseveram que determinam ao Diabo, e não de Deus! Como explicar, então, as palavras do Senhor Jesus em João 15.16: “a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda”, posto que foram dirigidas diretamente ao Pai, e não ao Diabo?

Infelizmente, muitos estão “determinando” porque aprenderam a fazer isso com o missionário fulano de tal. Mas o melhor mesmo é aprendermos com o Bom Pastor Jesus Cristo, que disse: “Pedi, e dar-se-vos-á... Porque aquele que pede recebe...” (Mt 7.7,8).

Amém, pessoal? Sim ou não?

CSZ

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Destruição do Templo ou Grande Tribulação?

Ariercílio Silva Albergaria pergunta:

Prezado pastor Ciro, tenho acompanhado os seus comentários no Blog do Ciro há algum tempo e tenho aprendido muito. Fico muito feliz por sua defesa aos princípios da Santa Palavra de Deus e combate aos modismos e heresias. Que Deus o abençoe grandemente.

O texto de Mateus 24.15-22 se refere à destruição de Jerusalém, no ano 70 d.C., ou à Grande Tribulação, quando os judeus fugirão do Anticristo? Sei que o texto de Lucas 21.20-24 fala da destruição do Templo e de Jerusalém pelos romanos. Quanto ao texto de Mateus, estou em dúvida.

Pastor Ciro responde:

Prezado Ariercílio, a paz do Senhor!

Agradeço-lhe por apreciar os artigos do Blog do Ciro. Quanto à sua pergunta, é preciso observar que as palavras de Jesus em Mateus 24 respondem a uma tríplice pergunta: “quando serão essas coisas e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?” (v.3).

A pergunta “quando serão essas coisas?” foi motivada pela profecia de Jesus acerca da destruição do Templo e de Jerusalém, no ano 70 d.C., constante do versículo anterior: “Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará pedra sobre pedra que não seja derribada” (v.2).
Mas, além de perguntarem acerca da destruição do Templo, os discípulos questionaram o Senhor acerca dos sinais de sua Segunda Vinda e do fim do mundo.

Observar que o Senhor respondeu a uma pergunta tripartida, portanto, é a chave para a interpretação de Mateus 24 e Lucas 21. A partir daí, é preciso estar atento ao texto, a fim de saber a qual dos eventos Ele se refere.
Mateus 24.14, por exemplo, diz respeito à terceira faceta da pergunta: “E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim”. Observe: “então virá o fim”. Muitos hermeneutas, por ignorarem o fato de os discípulos terem feito ao Mestre uma tríplice pergunta, dizem que a Segunda Vinda só ocorrerá depois da evangelização mundial. Ora, essa evangelização em massa só ocorrerá mesmo por ocasião do Milênio, que precederá o fim do mundo.

Mateus 24.15-22 é de difícil interpretação, mas fica claro que o Senhor Jesus se refere à Grande Tribulação, posto que o contexto imediato da passagem alude à Vinda do Senhor em poder e grande glória: “Porque, assim como o relâmpago que sai do oriente e se mostra ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do Homem” (v.27).

Não há dúvidas de que, por ocasião da destruição de Jerusalém, no ano 70, houve também aflição. Mas a aflição mencionada no versículo 21 é descrita como a “grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco haverá jamais”. Essa descrição, atrelada à informação a respeito da Revelação do Senhor em poder e grande glória, deixa claro que a passagem em apreço refere-se mesmo à Grande Tribulação.

Para saber mais sobre o assunto, leia a obra Teologia Sistemática Pentecostal, editada pela CPAD, da qual tive a honra de participar escrevendo a unidade Escatologia.

Em Cristo,

CSZ

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Há consciência após a morte? O cristão peca ou não peca?

Fabrício da Silva pergunta:

A paz do Senhor, Pr. Ciro! Li o seu livro Erros que o Pregadores Devem Evitar e fui muito abençoado com os conhecimentos adquiridos. Gostaria que o senhor esclarecesse alguns pontos, pois fiquei em dúvida. 1) A passagem de Eclesiastes 9.5 fala sobre a consciência após a morte. Como o senhor explica o episódio envolvendo rico e Lázaro (Lc 16.19-31)? 2) Em 1 João 3.9 está escrito que o nascido de Deus não comete pecado. Porém, em 1 João 1.8-10, a Palavra diz que, se dissermos que não temos pecado, somos mentirosos. Como o senhor diferencia essas passagens?

Desde já agradeço a sua atenção. Que Deus abençoe o seu ministério.


Pastor Ciro responde:

Caro irmão Fabrício, a paz do Senhor. Agradeço-lhe pelas palavras de incentivo e pela menção honrosa ao meu livro.

O livro de Eclesiastes se propõe a abordar a vida humana na terra do ponto de vista natural. Daí o autor usar sempre as expressões “debaixo do sol” e “debaixo do céu” (1.3; 3.1; 9.6, etc.). No capítulo 9, ele se refere exclusivamente à vida na terra. E, como se ressalta nos versículos 5 e 6, quando o ser humano morre, todos os sentimentos atrelados a essa vida desaparecem. Mas isso não quer dizer que a parte espiritual (o “homem interior” [2 Co 4.16]) seja aniquilada.

No próprio livro de Eclesiastes se distingue a vida humana da vida eterna, enfatizando-se que a morte é a separação entre a parte material (corpo) e a parte espiritual (formada por alma e espírito), como lemos em 12.7: “e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu”. Isso significa que o corpo fica na terra, e a parte espiritual fica sob o controle de Deus (Mt 10.28).

Em Lucas 16.19-31 e em outras passagens vemos que a alma da pessoa, depois de sua morte, não morre nem dorme, como dizem os defensores da falaciosa doutrina do sono da alma. O texto de Eclesiastes 9.5 faz menção, nesse caso, das coisas desta vida. Mas, em sentido amplo, após a morte, não se perde a consciência, como se depreende também da leitura de Apocalipse 6.9,10.

Quanto à sua dúvida relacionada com 1 João 3.9, a ideia contida no texto original, a qual é respaldada pelos contextos imediato e remoto, é de que a pessoa renascida, que experimentou o novo nascimento (Jo 3.3), não vive na prática do pecado (Rm 8.1-9). Ou seja, ela não se inclina, como antes, às coisas da carne, pois é nova criatura (2 Co 5.17).

O pecador que não conhece a Cristo peca naturalmente. Mas o salvo resiste ao pecado (Hb 12.4). Ele é capacitado pelo Espírito a vencer as obras da carne (Gl 5.16-22). Mas isso não quer dizer que, depois de renascido, não tenha mais o pecado original, herdado de Adão (Rm 5.12), nem que esteja livre de cometer pecados.

Em resumo, temos pecado (o original), como está escrito em 1 João 1.8, podemos praticar pecados (se não vigiarmos), mas não é comum um servo de Deus viver na prática do pecado. Por isso, está escrito que ele não peca, isto é, não vive pecando. Se pecarmos, devemos confessar os nossos pecados a Deus (1 Jo 1.9,10), pois temos um Advogado, Jesus Cristo, o Justo (2.1,2).

CSZ

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Deus habita no meio do louvor?

Ricardo da Silva Machado pergunta:

Pr. Ciro, a paz do Senhor Jesus! A frase “Deus habita no meio do louvor” é um versículo bíblico ou se trata de um clichê?

Pastor Ciro Responde:

Caro irmão Ricardo, a paz do Senhor!

A frase em questão está baseada em Salmos 22.3: “tu és Santo, o que habitas entre os louvores de Israel”. Deste versículo depreende-se que o Senhor habita no meio dos louvores. Mas observe que Ele habita entre os louvores, e não no meio dos cantores! Vemos hoje muita cantoria, acompanhada de danças, e pouco ou quase nenhum louvor, como ocorria nos dias de Isaías e Amós (Is 29.13; Am 5.23).

Que verdadeiramente cantemos louvores, provenientes de um coração preparado (Sl 57.7; 108.1), a fim de que o Senhor habite entre nós.

CSZ