terça-feira, 5 de outubro de 2010

Não toqueis nos meus ungidos?


A frase bíblica “Não toqueis nos meus ungidos” (Sl 105.15) tem sido empregada para os mais variados fins. Maus obreiros, falsos profetas, adoradores-ídolos e até políticos evangélicos se valem dela para ameaçar seus críticos; crentes mal-orientados usam-na para defender o seu “ungido”, mesmo que ele defenda abertamente o aborto; e outros ainda a empregam para reforçar a ideia de que não cabe aos servos de Deus julgar ou criticar heresias e práticas antibíblicas.

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Ciro Sanches Zibordi

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O que está acontecendo com a Assembleia de Deus?


Não sou assembleiólatra. Nunca ignorei os problemas ligados à denominação Assembleia de Deus. Recentemente, por exemplo, posicionei-me contra o envolvimento do líder de uma das importantes convenções assembleianas com o moonismo. Outra prova de que não me apego de modo idolátrico à denominação à qual pertenço é o fato de reconhecer o lado bom das outras denominações, como fiz, há pouco tempo, ao elogiar a Igreja Presbiteriana do Brasil por sua posição contrária às seitas neopentecostais.

Por outro lado, sou cristão, pentecostal e assembleiano. E, nesse caso, não posso concordar com movimentos antipentecostais e antiassembleianos, que, a cada dia, ganham novos adeptos. Por que não concordo com o antiassembleianismo, especificamente? Por ser assembleiano? Prioritariamente, não. Em João 7.24, o Senhor Jesus asseverou: “Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça”. E muitos oponentes da aludida denominação histórica estão sendo injustos em sua criticidade extremada.

Julgar segundo a reta justiça não é: generalizar, tomando a parte pelo todo; julgar sem conhecer a estrutura de uma denominação; confundir fatos com boatos, principalmente quando se trata de denúncias ligadas a candidatos A e B; basear-se em simbologia forçada para acusar denominações de envolvimento com sociedades secretas; ignorar a história; não reconhecer o lado bom de uma instituição, principalmente quando este é muito superior a fatos negativos isolados.

Vejo na Internet blogs e vídeos no YouTube, bem como recebo e-mails contendo acusações à Assembleia de Deus, de modo genérico. Mas a culpada pelos despropósitos mencionados pelos acusadores é a denominação histórica em apreço ou os pretensos pastores que não fazem jus ao título ministerial que receberam, visto que apresentam condutas e posturas antiassembleianas e até anticristãs?

Ora, Assembleia de Deus é um título, uma denominação, que sofre na mão de muitos enganadores, assim como o título Igreja Batista também tem sido usado de modo inconveniente por muitos. Um dia desses, por exemplo, eu deparei com uma igreja chamada Igreja Batista Ministério Deus É Pentecostal. Seria justo se eu verberasse contra a Igreja Batista, de modo geral, por causa do que vi? Claro que não! Além de generalizar, eu estaria mostrando que desconheço o fato de essa histórica denominação ter se dividido e subdividido, ao longo dos anos.

É claro que esse argumento não se aplica a todas as denominações. A Igreja Universal do Reino de Deus, por exemplo, é única em qualquer lugar e segue a mesma cabeça, sempre. Não há várias Universais dentro da Universal. Entretanto, no caso da Assembleia de Deus e da Igreja Batista, duas denominações que tomei como exemplo no parágrafo anterior, existem várias Assembleias e Batistas espalhadas pelo mundo que não fazem jus ao perfil de suas denominações históricas.

Assim como a Igreja Batista, a Igreja Presbiteriana, a Igreja Metodista, a Igreja Quadrangular, etc. devem ser respeitadas como denominações históricas, a Assembleia de Deus também merece todo o respeito. É preciso priorizar, nas críticas, a parte envolvida, e não o todo.

Quem conhece a complexa estrutura da Assembleia de Deus sabe que, hodiernamente, a CGADB nada tem que ver com a convenção também nacional da CONAMAD, por exemplo. No caso da CGADB, especificamente, a maioria dos Estados brasileiros possui, no mínimo, uma convenção de ministros ligada à Convenção Geral. E cada uma das convenções estaduais são, em certo sentido, independentes, assim como os ministérios associados a elas...

Por graça de Deus, eu viajo bastante para ministrar a Palavra do Senhor e tenho conhecido a Assembleia de Deus de modo abrangente, em todo o Brasil e fora dele. E posso afirmar, de modo peremptório, que essa denominação possui em suas fileiras valorosos homens de Deus em todas as convenções (CGADB, CONAMAD, etc.) e ministérios.

Sou até capaz de citar nomes, de memória, de alguns referenciais da Assembleia de Deus, sem levar em conta convenções nacionais, estaduais, ministérios, campos, setores, por região, em ordem alfabética, de Sul a Norte:

Sul: Arcelino Victor de Melo, Argemiro da Silva, Cesino Bernardino, Daniel Acioli, Edimundo de Souza, Eliezer de Moraes, Ezequiel Montanha, Geraldino da Silva, João Ceno, José Alves da Silva, José Anunciação dos Santos, José Pimentel de Carvalho, José Polini, Juvenil dos Santos Pereira, Ubiratan Batista Job, Wagner Tadeu dos Santos Gaby, etc.

Sudeste:
Alcides Favaro, Alexandre Sá, Álvaro Além Sanches, Anselmo Silvestre, Antonio Gilberto, Antonio Santana, Carlos Roberto da Silva, Celso Brasil, Doronel Camilo, Esequias Soares, Francisco José da Silva, Jayjairo Castelo, Joedson Costa Dias, José Carlos Padilha, José dos Santos, José Prado Veiga, José Wellington Bezerra da Costa, José Wellington Costa Júnior, Josué de Campos, Lauri Villas Boas, Marinaldo Rodrigues, Moisés Rodrigues, Nataniron Cunha, Oscar Domingos de Moura, Salatiel de Carvalho, Samuel Rodrigues, Severino Pedro da Silva, Tarcísio de Abreu, Temóteo Ramos de Oliveira, etc.

Centro-Oeste: Adjair Macedo, Antonio Dionízio da Silva, Elienai Cabral, JosualdoMendes Dreger, Odilon Xavier, Orcival Xavier, Sebastião Rodrigues de Souza, etc.

Nordeste: Aílton José Alves, Elinaldo Renovato de Lima, Erivelto Gonçalves, Joeser Santana, José Antonio dos Santos, José Apolônio, José Gonçalves, José Guimarães Coutinho, José Teixeira Rêgo Neto, Josué Brandão, Martim Alves da Silva, Nestor Mesquita, Ozires Pessoa, Pedro Aldi Damasceno, Raimundo João de Santana, Raul Cavalcante, Roberto dos Santos, Virgílio de Carvalho Neto, etc.

Norte: Baltazar Cardoso, David Tavares Duarte, Edson Alves da Silva, Gedeão Grangeiro, Gilberto Marques, João Feitosa, Joel Holder, Nelson Luchtemberg, Océlio Nauar, Samuel Câmara, etc.

Se deixei de citar nomes de eminentes pastores que fazem parte da Assembleia de Deus foi por puro esquecimento, haja vista ter mencionado todos eles de memória, praticamente. Mas o que desejo dizer é que a Igreja Evangélica Assembleia de Deus é muito maior que pastores (ou grupos de pastores) que se desviaram da verdade por amor ao dinheiro (2 Pe 2.1-3; 2 Co 2.17) e outros interesses. Ela é muito maior que disputas políticas e desavenças pessoais.

Diante do exposto, não considero justo denegrir denominações históricas, reconhecidamente compromissadas com o Evangelho, por causa de acontecimentos isolados recentes. Na verdade, se essa criticidade generalizante fosse justa perante Deus, nenhuma denominação histórica escaparia. Todas elas, sem exceção, em algum momento, tiveram em suas fileiras pessoas mal-intencionadas que promoveram escândalos. Penso que a crítica relevante e proveitosa é a que é feita segundo a reta justiça, levando-se em consideração todas as exceções possíveis.

De um assembleiano que ama a Assembleia de Deus, mas adora o Deus da Assembleia,

Ciro Sanches Zibordi

domingo, 26 de setembro de 2010

Deus usou uma jumenta ou apenas abriu a sua boca?


Muitos irmãos me perguntam se Deus usou mesmo uma jumenta. A dúvida existe principalmente porque há hermeneutas (hermeneutas?) que se apegam a questiúnculas, para afirmar que Deus não usou a jumenta. Ele teria apenas aberto a sua boca (cf. Nm 22.28), para que ela falasse por conta própria o que estava sentindo...

Ora, é claro que Deus usou uma jumenta para repreender Balaão, assim como também usou um grande peixe para engolir a Jonas e um galo para despertar a consciência de Pedro. É evidente que não houve uma mensagem profética do tipo “Assim diz o Senhor” — e é a isso que se apegam os que dizem que Deus não usou a jumenta. Mas sabemos que jumentas nunca falaram; não possuem mecanismos para falar. Elas não raciocinam como os seres humanos, pois não foram dotadas por Deus da mesma capacidade humana para pensar e expressar o seu pensamento.

Como teria uma jumenta raciocinado e repreendido o profeta, que a espancava? Não há dúvidas de que Deus mesmo abriu a boca da jumenta, usando-a para despertar Balaão. Somente depois de ele ter reconhecido o seu erro, ao ouvir as palavras do animal, que o Senhor abriu os seus olhos para ver o anjo à sua frente. Disse-lhe a jumenta, ao seu espancada: “Que te fiz eu, que me espancaste estas três vezes? [...] Porventura, não sou a tua jumenta, em que cavalgaste desde o tempo que eu fui tua até hoje? Costumei eu alguma vez fazer assim contigo?” Balaão respondeu: “Não”. E escritor sagrado concluiu: “Então, o Senhor abriu os olhos a Balaão...” (Nm 22.28-31).

O profeta só viu o anjo depois de ter ouvido a repreensão da jumenta. É, portanto, um equívoco pensar que o animal, por conta própria, teria raciocinado, articulado bem as sílabas e impedido a loucura do profeta... Deus, de fato, abriu a boca da jumenta e lhe deu palavras inteligíveis, como se fosse uma pessoa falando, a fim de repreender Balaão: “Mas teve a repreensão da sua transgressão; o mudo jumento, falando com voz humana, impediu a loucura do profeta” (2 Pe 2.16). Isso foi um milagre, uma ação divina sobrenatural!

CSZ

domingo, 18 de julho de 2010

Fumar é pecado? Por quê?

Há alguns dias, senti-me estimulado a responder à pergunta acima depois de ter conversado com o meu amigo Eli Felete, pastor-presidente da Assembleia de Deus Ministério Rocha Eterna, de Lisboa, Portugal. Muitos irmãos em Cristo, inclusive pastores, ficam inculcados com o fato de eminentes cristãos do passado terem supostamente apreciado o fumo e com a não ocorrência de mandamentos que tratem especificamente do ato de fumar.

Em primeiro lugar, não existe mesmo um mandamento bíblico específico a respeito do uso do tabaco, como “Não fumarás”. Também não está contido em Apocalipse — e em nenhuma outra parte das Escrituras! — o versículo que muitos citam para combater o vício: “Os viciados não herdarão o reino de Deus”. Mas precisamos ter em mente que a Bíblia é um livro de mandamentos gerais e específicos, bem como de princípios.

Há uma tendência mundial de se opor ao tabagismo e restringi-lo em lugares públicos. Os ministérios da saúde de diversos países não têm medido esforços para alertar a população acerca dos riscos de ingerir as substâncias tóxicas contidas na chamada “chupeta do demônio”. Segue-se que o ato de fumar, além de causar mal à saúde, tem uma péssima fama e não passa no teste de Filipenses 4.8. Além disso, e consequentemente, fumar é uma ação contrária ao mandamento de 1 Tessalonicenses 5.22: “Abstende-vos de toda aparência do mal”. Em outras palavras, o cristão deve evitar o pecado e tudo o que parece pecado.

Conquanto não haja proibição expressa ao ato de fumar, nem todas as coisas lícitas (não proibidas) convêm ao salvo em Cristo (1 Co 6.12). Considerando que: (1) o consumo de tabaco gera dependência e, como se sabe, é prejudicial à saúde; (2) o cristão é templo do Espírito Santo (1 Co 6.19,20); e (3) a Bíblia diz que aquele que destrói esse templo, Deus o destruirá (1 Co 3.16,17), podemos concluir que o ato de fumar não é conveniente ao servo do Senhor.

Apesar de não haver na Bíblia mandamentos específicos a respeito do fumo, existem princípios e mandamentos gerais que condenam o ato de fumar. Mesmo não havendo no texto sagrado o mandamento “Os viciados não herdarão o reino de Deus”, o servo do Senhor que se preza sabe que qualquer tipo de vício não se coaduna com uma vida de comunhão com Deus (Jó 11.11; Dn 6.4).

Na relação das obras da carne mencionam-se a prostituição, a glutonaria, as bebedices, várias outras obras e “coisas semelhantes a estas” (Gl 5.19-21). É evidente que o ato de fumar é uma dessas “coisas” similares àquelas que destroem o templo do Espírito Santo. Qualquer ação consciente por parte do cristão que venha a destruir o seu corpo, que é templo do Espírito, trata-se de uma das obras da carne. E, segundo a Bíblia, “não herdarão o reino de Deus os que tais cousas praticam” (v.21, ARA).

Portanto, fumar hoje, principalmente, é um ato antissocial, feio, prejudicial à saúde e, acima de tudo, pecaminoso, à luz dos mandamentos e princípios gerais das Escrituras. Mas, se algum apreciador de cachimbo, charuto ou cigarro que se diz cristão me achar legalista, que reclame com o Autor da Palavra de Deus! É Ele quem nos ordena a sermos santos em toda a nossa maneira de viver (1 Pe 1.15), não é mesmo?

Em Cristo,

CSZ

quinta-feira, 10 de junho de 2010

É possível orar enquanto dormimos?


Você já percebeu que, ao sair da cama, pela manhã, ao colocar o pé no chão — a não ser que você tenha tido um belo sonho ou um pesadelo horrível —, o que vem à sua mente é exatamente a última coisa que você conversou, pensou, ouviu ou assistiu?

Se, antes de dormirmos, por exemplo, assistimos a um jogo de futebol e ficamos acompanhando os comentários pós-jogo, de manhã será isso a nossa primeira lembrança. Se assistirmos a um programa de entrevistas, logo cedo nos lembraremos de quase tudo, e assim por diante. Não é por acaso que, em Cantares de Salomão 5.2, está escrito: “Eu dormia, mas o meu coração velava”.


Quando dormimos pensando em Deus, em suas obras; quando oramos e meditamos em sua Palavra antes de encostarmos a cabeça no travesseiro, continuamos em sintonia com Ele durante toda a madrugada. E, pela manhã, o nosso pensamento continuará firme no Senhor. Aliás, há, em Isaías 26.3, uma promessa para quem mantém-se em sintonia mental com o seu Criador: “Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti”.

Ao dormirmos, damos descanso ao nosso corpo. E todo trabalhador precisa de um sono reparador. Mas não pense que o repouso noturno impõe ao “homem interior” descanso. Não! A nossa alma e o nosso espírito não dormem. E, por isso mesmo, precisamos desenvolver a nossa comunhão com o Senhor Jesus de modo contínuo, a fim de orarmos até dormindo!

Parece estranha a afirmação de que oramos enquanto dormimos, mas é preciso entender que o nosso culto individual nunca deve acabar, nem quando dormimos! As reuniões nas igrejas, os cultos coletivos, terminam. O culto individual, ao contrário, deve continuar. Veja o que disse o profeta Isaías: “Com minha alma te desejei de noite e, com o meu espírito, que está dentro de mim, madrugarei a buscar-te” (26.9). Além de distinguir espírito e alma, esse profeta mostra que o servo de Deus que se preza o cultua até durante o seu repouso noturno. Afinal, ao dormirmos, o espírito e a alma continuam em plena atividade.

Se a nossa alma estiver cheia de futebol, de filmes violentos ou eróticos, de preocupações, não cultuaremos a Deus em espírito enquanto dormimos. No momento em que pusermos o nosso pé no chão, no dia seguinte, o que virá à tona? Futebol, violência, desejos ilícitos, preocupações... No entanto, se orarmos antes de dormir; se lermos com meditação a Bíblia Sagrada, se fizermos um culto familiar; se estudarmos a lição da Escola Bíblica Dominical; se lermos um bom livro evangélico; se assistirmos a um programa instrutivo; se conversarmos com alguém sobre as grandezas de Deus, etc., é isso que virá à tona pela manhã.

Portanto, é possível orar enquanto dormimos? Claro que sim! Se não fosse, não fariam sentido os textos de 1 Tessalonicenses 5.17 e Salmos 34.1: “Orai sem cessar” e “Louvarei ao SENHOR em todo o tempo”.

Em Cristo,

CSZ

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Qual é o seu tipo de pregador preferido?

Conheça os estilos de pregação da atualidade e as características de seus públicos-alvos

Há vinte anos, fui convidado pela primeira vez para participar de uma agência nacional de pregadores, em São Paulo. Um companheiro de púlpito me ofereceu um cartão e disse: “Seria um prazer tê-lo em nossa agência”. Então, lhe perguntei: “Como funciona essa agência?” E a sua resposta me deixou estarrecido: “As igrejas ligam para nós, especificam que tipo de pregador desejam ter em seu evento, pedem o estilo de mensagem, e nós cuidamos de tudo. Negociamos um bom cachê”.

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CSZ

terça-feira, 1 de junho de 2010

Fim do mundo em 2012?

Quase todos os dias visito uma livraria. E já vi inúmeros livros novos pelos quais se afirma que o mundo poderá acabar em 2012. Aproveitando o lançamento filme 2012, alguns prognosticadores de plantão têm determinado o dia exato em que o mundo acabará: 21 de dezembro de 2012!

Estou triste... O mundo acabará bem no dia em que eu e a minha amada completaremos 21 anos de casamento?! Pelo menos o centenário das Assembleias de Deus no Brasil será em 2011... Mas, o que mais acontecerá até 2012? Ih, o centenário do Corinthians, ainda neste ano! Bem que o mundo poderia acabar antes...

Brincadeiras à parte, nós, que conhecemos a Palavra de Deus, não estamos esperando o fim do mundo, e sim o Arrebatamento da Igreja, o qual poderá acontecer a qualquer momento!

CSZ

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

É pecado fazer download de livros?


Muitos têm me perguntado se fazer download de livros na Internet é pecado.

Pastor Ciro responde:

Na Internet há muitos livros que já estão em domínio público. Fazer download desses livros não é pecado. Para quem não sabe, um livro só é considerado de domínio público depois de um pouco mais de setenta anos da morte do seu autor! Eu disse “um pouco mais de setenta anos” porque, em regra geral, os direitos do autor duram pelas mencionadas sete décadas a partir de 1° de janeiro do ano subsequente ao falecimento do autor.

Mas há exceções. Os livros podem ser de domínio público em pelo menos mais três casos: quando os autores falecidos são desconhecidos; quando não deixam sucessores; e, também, quando, ainda em vida, disponibilizam seus livros sem nenhum custo. Isso costuma ser feito por autores milionários, como Paulo Coelho, ou por escritores que encontram dificuldade em publicar seus livros por editoras.

O download de livros se torna pecado e crime quando se ignora os direitos do autor. Ou seja, apesar de muitas pessoas pensarem que todo o conteúdo da Internet é de livre acesso, é preciso observar que muita coisa circula na grande rede sem autorização expressa dos autores.

O que são direitos autorais?

São os direitos do autor, do criador, do tradutor, do pesquisador, do artista, de controlar o uso que se faz de suas obras. De acordo com a Lei 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, o autor tem os direitos morais e patrimoniais sobre a obra que criou. E os artigos 28 e 29 da Lei do Direito Autoral asseveram que: cabe ao autor o direito exclusivo de utilizar, fruir e dispor da obra literária, artística ou científica; e que depende de autorização prévia e expressa dele a utilização da obra, por quaisquer modalidades, dentre elas a reprodução parcial ou integral.

Por que fazer dowload de livros não-autorizados é crime?

A Internet facilita muito a vida dos pecadores e criminosos! Quem deseja fazer pirataria é simples! Há uma infinidade de sites disponibilizando livros não-autorizados para download. E há muitos irmãos participando desse tipo de pecado com a maior naturalidade. Alguns até me mandam e-mails para me informar que estão lendo livros que “baixaram” da grande rede. E o argumento deles é sempre o mesmo: “Não estou usando para lucro”. Alguns citam até o Código Penal para se justificarem e argumentam que o artigo 184 desse código diz que o crime não está em fazer o dowload, e sim em obter lucro. Outro falacioso argumento é o de que os livros são muito caros...

Consideremos o artigo 184 do Código Penal:

Art. 184 - Violar direitos de autor e os que lhe são conexos:
Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa.

§ 1º - Se a violação consistir em reprodução total ou parcial, com intuito de lucro direto ou indireto, por qualquer meio ou processo, de obra intelectual, interpretação, execução ou fonograma, sem autorização expressa do autor, do artista intérprete ou executante, do produtor, conforme o caso, ou de quem os represente:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

§ 2º - Na mesma pena do § 1º incorre quem, com intuito de lucro direto ou indireto, distribui, vende, expõe à venda, aluga, introduz no País, adquire, oculta, tem em depósito, original ou cópia de obra intelectual ou fonograma reproduzido com violação do direito de autor, do direito de artista intérprete ou executante ou do direito do produtor de fonograma, ou, ainda, aluga original ou cópia de obra intelectual ou fonograma, sem a expressa autorização dos titulares dos direitos ou de quem os represente.

Observe que o caput — o enunciado principal do artigo — é claro quanto ao fato de que violar direitos de autor e os que lhe são conexos é um crime cuja pena é a detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa. O que vem abaixo não anula o que está no caput. Antes, acrescenta condenação mais severa para quem, além de violar os direitos do autor, fizer isso para obter lucro. Em outras palavras, se a pessoa que viola os direitos (ao fazer o download, que em si já é ilegal), reproduzir total ou parcialmente o material “baixado”, com intuito de lucro direto ou indireto, a pena aumenta para reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

Aliás, quanto à violação dos direitos do autor com a intenção de lucro, desde 1º de julho de 2003 está em vigor a Lei 10.693, que alterou os artigos 184 e 186 do Código Penal. Ela acrescentou parágrafos ao artigo 525 do Código de Processo Penal, elevando a pena mínima para os crimes de violação de direito de autor com intuito de lucro, ainda que indireto, para 2 (dois) anos de reclusão. Nesse caso, o crime de violação de direito de autor, com finalidade de comércio passou a ser tratado pela legislação penal com maior rigor. Mas isso não significa que a violação de direito autoral, sem o objetivo de lucro, não seja crime.

Por conseguinte, a tese de que o download só é crime quando se obtém lucro é uma falácia. Mas há ainda outros aspectos a considerar, relativos à lei, ao bom senso e, sobretudo, para nós que somos cristãos, aos mandamentos e princípios da Palavra de Deus.

Por que o cristão que se preza não “baixa” livros não-autorizados?

Primeiro: fazer dowload de livro não-autorizado (isto é, que ainda não seja de domínio público) prejudica a editora. Ela pagou pelos direitos autorais e de edição, bem como arcou com todos os custos de produção. Para quem não sabe, a edição de uma obra demanda muito trabalho.

Segundo Plínio Cabral, em sua esclarecedora obra Revolução Tecnológica e Direito Autoral, (Sagra Luzzatto, pp.100-101), a edição de um livro “vai do plantio da árvore até a industrialização da celulose para transformá-la em papel. Elaboração do texto, editoração, composição, revisão, impressão, armazenagem dos estoques, distribuição, transporte, exposição e venda nas livrarias — tudo isto requer um trabalho fantástico que exige grandes investimentos, cujo retorno possibilita a manutenção ativa e ininterrupta do ciclo produtivo”.
É justo que alguém simplesmente “baixe” um livro com a inconvincente desculpa de que ele é muito caro?

Segundo: fazer download de livro não-autorizado prejudica o autor da obra, que tem seus direitos intelectuais impunemente violados e seu trabalho usurpado. Eu, por exemplo, insiro uma grande quantidade de textos gratuitamente neste blog, porque, em contrapartida, tenho recebido pagamentos relativos a direitos autorais. Nesse caso, quando cristãos desavisados “baixam” livros de minha autoria, estão, de certa forma, me roubando! Mas alguns, “cheios de razão”, ainda me escrevem indignados, dizendo que eu deveria disponibilizar livros gratuitamente! Ora, não é digno o obreiro do seu salário?

Terceiro: fazer dowload de livro não-autorizado é uma apropriação indébita. Não há autorização expressa para se fazer isso, nem do autor nem da editora. Em outras palavras, é um tipo de furto. É como se alguém entrasse num supermercado e dissesse consigo: “Vou levar alguns chocolates para o meu uso; não vou comercializá-los; é apenas para consumo próprio”.

Quarto: fazer download de livro não-autorizado lesa o erário, isto é, os cofres públicos. Quando alguém “baixa” um livro, os tributos relativos ao produto não são recolhidos. E o Senhor Jesus afirmou que devemos dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus (Mt 22.21).

Conclusão

“Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Fp 4.8, ARA).

Portanto, diga “não” à pirataria! Isso é crime, pecado contra Deus e contra o seu irmão, no caso de download de livro evangélico! Não “baixe” livros pela Internet sem a autorização expressa da editora e do autor. Fazer isso, mesmo com a desculpa de que os livros são muito caros, além de crime e desrespeito para com o autor (que no caso do salvo é um irmão em Cristo), é pecado contra Deus (1 Co 6.12; 11.23,31).

Em Cristo,

CSZ

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Obreiros que não sejam ministros (pastores ou presbíteros) podem ministrar o batismo em águas?


Alguns irmãos estão me perguntando se um membro da igreja ou um obreiro que não tenha um título ministerial (como pastor ou presbítero) pode batizar alguém em águas. Tais irmãos, como exemplo, fizeram menção de um recente programa evangélico de TV em que um eminente cristão assembleiano, que não é pastor, supostamente realiza um batismo em águas, no Rio de Janeiro.

Pastor Ciro responde:

Não vi o tal programa para poder opinar sobre o episódio. Mas, mesmo sem tê-lo assistido, não considero o batismo feito por um membro — se é que ele ocorreu mesmo — uma questão tão relevante assim, a ponto de gerar grandes discussões sobre o assunto. Eu a classificaria como uma questiúncula.

Reconheço que não é usual e comum um membro batizar outro membro. Também não é usual e comum um diácono batizar novos convertidos, ainda que Filipe, um dos sete primeiros diáconos da igreja primitiva (At 6.3-5), certamente designado pelos apóstolos, tenha feito isso: “Então mandou parar o carro, ambos desceram à água, e Filipe batizou o eunuco” (At 8.38, ARA). Aliás, não é usual e comum nem o pastor de uma congregação batizar! Na Assembleia de Deus em São Paulo (Ministério do Belém), por exemplo, quem batiza geralmente são alguns (dentre mais de cinquenta) pastores setoriais, designados pelo pastor-presidente.

Repito: não é usual e comum membros batizarem membros, mas existem exceções. E a própria Bíblia mostra o caso de Filipe, um diácono, batizando. O usual e comum, como se depreende de Atos 2, era que somente os apóstolos batizassem. E, ao que tudo indica, eles autorizavam outros obreiros, de escalão menor (diáconos, obreiros sem título; se bem obreiro não deixa de ser um título!), por assim dizer, a batizar em águas.

Outro exemplo de exceção nas Assembleias de Deus brasileiras: de maneira geral — sobretudo nas igrejas cujos pastores são ligados à CGADB —, não existem pastoras. Entretanto, por exceção à regra, mulheres missionárias acabam fazendo coisas que são atribuições de ministros (pastores, presbíteros, etc.).

Muitos se apegam à Grande Comissão — “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as cousas que vos tenho ordenado” (Mt 28.19,20, ARA) — para afirmar que somente o pastor pode batizar, uma vez que a ordenança do batismo foi dada aos apóstolos. Mas é importante atentarmos para o seguinte: os apóstolos constituíam a igreja nascente e a representavam como um todo, naquele momento. Caso contrário, somente os pastores poderiam pregar o evangelho e ensinar a Palavra de Deus!

Se todos os cristãos podem ir por todo o mundo e pregarem o evangelho a toda a criatura (Mc 16.15-18); se todos eles podem ir e ensinar todos os povos (Mt 28.19); por que todos eles não podem batizar os neoconversos em nome do Pai, em nome do Filho e em nome do Espírito Santo?

Diante do exposto, mesmo não tendo assistido ainda ao vídeo em que o eminente membro das Assembleias de Deus — que é um obreiro, mas sem título pomposo — batiza, supostamente, um neoconverso, não considero isso uma heresia ou um erro, principalmente porque ele não deve ter feito isso a bel-prazer, e sim sob a orientação de sua liderança eclesiástica.

Em Cristo,

CSZ

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Citações positivas de Dake feitas por expoentes assembleianos


Um internauta pergunta:

Pastor Ciro, por que a CPAD lançou uma obra como a Bíblia de Estudo Dake, desconhecida de todos os pastores assembleianos de renome e nunca usada por eles? Não seria melhor lançar uma obra conhecida pelos principais expoentes assembleianos?

Pastor Ciro responde:

Caro leitor, o irmão poderia ter se identificado, pois a sua pergunta não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. Ao contrário do que o irmão afirmou, a CPAD conhece muito bem a aludida Bíblia de estudo, e há um bom tempo. E grandes expoentes também a conhecem e até já a recomendaram.

Eu trabalhei como editor-assistente da obra Teologia Sistemática Pentecostal (lançada em 2008 pela CPAD) e como autor de uma de suas unidades (Escatologia), e um dos seus autores, um grande expoente das Assembleias de Deus, me pediu para inserir Dake’s Annotated Reference Bible em sua bibliografia (cf. p.571). Mas não foi a primeira vez em que ocorreu uma citação positiva de Dake, como referência bibliográfica, em uma obra da CPAD.

No livro O Batismo Bíblico e a Trindade, do saudoso N. Lawrence Olson (foto), por exemplo, publicado pela Casa em 1985 — há 25 anos! — a tal Bíblia de estudo é também mencionada na bibliografia (cf. p.101). Só não há mais citações de Dake em obras da CPAD porque antigamente os escritores assembleianos não tinham o costume de incluir bibliografia em suas obras. Outra obra conhecidíssima de Olson, por exemplo, O Plano Divino Através dos Séculos, não apresenta referências bibliográficas.

Mas, além das citações bibliográficas, renomados pregadores e ensinadores assembleianos usavam e usam as notas da Bíblia de Estudo Dake. Além do já mencionado pregador e pioneiro assembleiano, de saudosa memória, podemos citar Jimmy Swaggart (antes de sua queda moral, fez uma grande obra como televangelista), Bernhard Johnson (in memoriam), Elienai Cabral e Antonio Gilberto. Este expoente, inclusive, a conhece desde 1969 — há 41 anos! — e passou a examiná-la a partir de uma indicação do piedoso N. Lawrence Olson.

Em Cristo,

CSZ

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Por que recomendo a Bíblia de Estudo Dake?


Muitos irmãos perguntam porque eu recomendo a Bíblia de Estudo Dake.

Pastor Ciro responde:

Não vejo muita utilidade em carregar comigo uma Bíblia de estudo. Prefiro tê-la em minha estante, para consultá-la quando necessário. Também nunca gostei de fazer a minha leitura devocional das Escrituras numa Bíblia de estudo. Prefiro ler o texto puro, a fim de descobrir, prazerosamente, com a ajuda do Espírito Santo, os tesouros da Palavra de Deus.

Quais são as utilidades das Bíblias de estudo? Não as considero muito úteis na mão dos pregadores e ensinadores, no púlpito, nem na leitura devocional. Elas são mais úteis nas pesquisas, quando preparamos um sermão, uma aula, ou confeccionamos uma apostila, escrevemos um artigo, um livro, etc.

Um estudioso da Bíblia, ainda que não seja um erudito, pode ter em sua estante várias Bíblias de estudo, como a Pentecostal, a Thompson, a de Aplicação Pessoal, a Shedd, a Almeida, a Scofield e — por que não? — a Bíblia de Estudo Dake.

A minha iniciativa em recomendar a Dake se dá em razão da sua utilidade, que é infinitamente maior que as suas poucas e tão propaladas incongruências. Estas eu nem preciso destacar aqui, pois alguns exegetas já vêm fazendo isso — uns de maneira coerente, equilibrada; outros (eisegetas), de modo sofrível, supervalorizando questiúnculas que a nada levam, a não ser à confusão.

É evidente que, em meio a uma infinidade de notas, encontrar-se-ão algumas incongruências. Mas deverá o estudioso, em razão das tais, desprezar todo o rico conteúdo da Dake? Ora, ao folhearmos essa obra, estamos diante de um tesouro, com aproximandamente 9.000 títulos informativos, 500.000 (quinhentas mil!) referências cruzadas, em meio a 35.000 notas e comentários. Não é possível que alguém, por mais crítico que seja, prefira ater-se a algumas incongruências, ante tantas informações, em sua maioria úteis!

Na Bíblia de Estudo Dake, palavras importantes, em hebraico e grego, são mencionadas com aplicações e definições traduzidas; vocábulos arcaicos e difíceis são explicados. E, para os pregadores e ensinadores, há mais de 8.000 esboços e 2.000 ilustrações! Vale a pena jogar tudo isso fora por causa de algumas poucas incongruências? Penso que não. Caso contrário, não sobraria nada em nossa estante, a não ser a própria Bíblia Sagrada!

Para quem não sabe, o imperfeito, cheio de falhas — concordo —, Finis Jennings Dake trabalhou durante 100.000 (cem mil!) horas, ao longo de 43 anos, para produzir essa obra. Ele tinha sim, reconheço, algumas ideias pouco ortodoxas, mas não era nenhum aproveitador, mercantilista ou pregador circense. Não! Dake dedicou boa parte de sua imperfeita vida ao estudo da Bíblia. Considero um pecado compará-lo a manipuladores de plateia, milagreiros, aproveitadores, que não dedicam diariamente sequer cinco minutos ao estudo da Palavra.

Diante do exposto, comprove você mesmo, caro leitor. Visite uma loja da CPAD ou uma livraria em que haja uma Bíblia de Estudo Dake e abra-a na primeira página do livro de Gênesis. Antes das notas, abaixo do texto bíblico, há uma introdução ao aludido livro. Observe a preocupação de Dake com os detalhes — não há dúvidas de que ele queria ajudar o estudioso da Bíblia, e não enganá-lo, como alguns têm sugerido de modo injusto.

Data e local: Foi escrito quando o autor era pastor com Jetro, ou no Sinai como uma introdução para a lei – por volta de 1688 a.C.
Autor: Moisés, o legislador e líder de Israel durante o êxodo e a peregrinação no deserto.
Prova da autoria: Para estabelecer a prova da autoria de Gênesis é preciso fazer o mesmo para todo o Pentateuco – os 5 primeiros livros da Bíblia, chamados de A Lei pelos judeus e que formam a base da teocracia hebraica. A palavra Pentateuco significa 5. Os livros atuais foram originalmente um volume dividido em 5 seções. A separação em 5 livros foi feita pelos tradutores alexandrinos da Septuaginta, da qual vieram os atuais nomes dos livros como também a palavra Pentateuco.
16 provas de que Moisés escreveu o Pentateuco
1 Deus ordenou-lhe que escrevesse um livro (Êx 17.14; 34.27).
2 Moisés escreveu um livro (Êx 24.5-7; Nm 33.2; Dt 31.9).
3 Ele chamou seu livro de o livro da aliança (Êx 24.7), o livro desta lei (Dt 28.58,61); e este livro da lei (Dt 29.20-27; 30.10; 31.24-26). Isso inclui todo o Pentateuco, que foi considerado pelos judeus, um livro de 5 partes.
4 Cópias do livro de Moisés eram feitas para os reis (Dt 17.18-20).
5 Deus reconhece o livro da lei como escrito por Moisés, e ordenou que ele fosse a regra de conduta para Josué (Js 1.8; 8.30-35).
6 Josué aceitou o livro da lei como sendo escrito por Moisés e copiou-o em 2 montes (Dt 11.26-32; Js 8.30-35). Ele contribuiu com o livro, escrevendo talvez o último capítulo (Dt 34) sobre a morte de Moisés (Js 24.26).
7 Josué ordenou a todo Israel que obedecessem ao livro da lei de Moisés (Js 23.6).
8 Durante o período dos reis, esse livro era a lei:
(1) Davi o reconheceu (1 Cr 16.40).
(2) Salomão foi encarregado por Davi de mantê-lo (1 Rs 2.3).
(3) Ele foi achado e obedecido por Josias e Israel (2 Rs 22.8–23.25; 2 Cr 34.14–35.18).
(4) Josafá o ensinou a todo o Israel (2 Cr 17.1-9).
(5) Joiada obedeceu a ele (2 Rs 12.2; 2 Cr 23.11,18).
(6) Amazias obedeceu a ele (2 Rs 14.3-6; 2 Cr 25.4).
(7) Ezequias obedeceu a ele (2 Cr 30.1-18).
9 Os profetas referem-se a ele como a lei de Deus escrita por Moisés (Dn 9.11; Ml 4.4).
10 Tanto Esdras como Neemias atribuem o livro da lei a Moisés (Ed 3.2; 6.18; 7.6; Ne 1.7-9; 8.1,14,18; 9.14; 10.28,29; 13.1).
11 Cristo atribui toda a lei – todos os 5 livros do Pentateuco – a Moisés (confira Lc 24.27,44 com Gn 3.15; 12.1-3; Mc 12.26 com Êx 3; e Mc 7.10 com Êx 20.12; 21.17. Veja também Jo 1.17; 5.46; 7.19,23).
12 Os apóstolos atribuíram a lei a Moisés (At 13.39; 15.1,5,21; 28.23).
13 Por mais de 3.500 anos, era consenso entre estudiosos judeus e o povo comum que Moisés escreveu o Pentateuco. Os judeus de todos os tempos da história nunca questionaram isso.
14 Escritores pagãos – Ticitus, Juvenal, Strabo, Longinus, Porfírio, Juliano e outros – concordam sem questionamento que Moisés escreveu o Pentateuco.
15 Líderes religiosos entre os pagãos – Maomé e outros – o atribuem a Moisés.
16 Evidências no próprio livro provam um autor:
(1) O Pentateuco foi escrito por um hebreu que falava a língua hebraica e apreciava os sentimentos dessa nação. Moisés cumpria esse requerimento.
(2) Foi escrito por um hebreu familiarizado com o Egito e a Arábia, seus costumes e cultura. Desde que os ensinos egípcios foram cuidadosamente ocultados para os estrangeiros, e eram somente para os sacerdotes e a família real, Moisés era o único hebreu conhecido que poderia cumprir esse requisito (At 7.22; Hb 11.23-29).
(3) Há uma exata correspondência entre as narrativas e as instituições, mostrando que ambos são do mesmo autor.
(4) A concordância no estilo dos 5 livros prova um único autor.
(5) O próprio Moisés declarou claramente ser ele o escritor desta lei. Veja Êxodo 24.4; Números
33.2; Deuteronômio 31.9,22.
Tema: A criação, a queda e a redenção da raça humana através de Jesus Cristo. Em torno disso, centraliza-se toda a revelação divina e verdade das Escrituras. O livro é a sementeira de toda a Bíblia e é a correta compreensão de cada parte dela. O Gênesis é a fundação sobre a qual toda divina revelação baseia-se e é construída. E não somente isso, mas entra e forma uma parte integrante de toda a revelação. Cada grande doutrina das Escrituras encontra suas raízes em Gênesis em princípio, tipo ou simples revelação.
Propósito: Revelar ao homem a origem do céu e da terra e de todas as demais coisas. Declarar Deus como um Criador pessoal e mostrar que nada evoluiu através de bilhões de anos. Registrar a história da queda do homem e a presença do pecado na terra como uma introdução para sua lei.
Estatísticas: 1º livro da Bíblia; 50 capítulos; 1.533 versos; 38.267 palavras; 1.156 versículos começados com e; 1.385 versos de história; 149 questões; 56 profecias; 123 versículos com profecias cumpridas; 23 versículos com profecias não cumpridas; 16 capítulos curtos; 24 longos; o 16º capítulo tem 16 versos; o 32º capítulo tem 32 versos; 5 capítulos têm 34 versos (...)


Sabe por que eu gosto da Bíblia de Estudo Dake? Porque ela é útil. E por que o seu autor — a despeito de não ter sido bem-sucedido em todas as suas descobertas, por ser imperfeito — não teve como motivação enganar o povo de Deus.

Julgando tudo segundo a reta justiça e retendo o que é bom, conforme 1 Tessalonicenses 5.21 e João 7.24,

CSZ

domingo, 31 de janeiro de 2010

O que é uma onomatopeia?


O que é uma onomatopeia?

Pastor Ciro responde:

Na minha opinião... blá-blá-blá. Existem muitos termos onomatopaicos... blá-blá-blá. Creio que, para obter a resposta, é melhor consultar os dicionários da língua portuguesa, pois neles encontramos explicações tintim por tintim, em vez de lenga-lenga.

Muitos, ao tentarem explicar o que é onomatopeia, ficam lengalengando. E eu, sinceramente, não gosto desse tipo de nhén-nhém-nhém.

Mas, enquanto eu escrevia este texto, lembrei-me de que, na minha infância, eu tocava reco-reco na igreja. Certo dia, acabei me distraindo e... zás-trás! Derrubei o instrumento no chão e... pumba. Meu pai não gostou nem um pouco disso, e tive de correr muito, fazendo zigue-zague entre os bancos e cadeiras.

Ao ziguezaguear, acabei escorregando e...
cataprum! Quando acordei, já estava na cama e me sentindo estranho... Era como se houvesse um tique-taque na minha cabeça. Além disso, havia um grande zum-zum na casa — eram os vizinhos que não paravam de chegar.

Mesmo descobrindo o quanto eu era querido, me irritei com o barulho daquelas pessoas que, perguntando se eu estava bem, zunzunavam sem parar. Então, reclamei: Vocês podem falar mais baixo, por favor? E minha mãe, feliz da vida com a minha melhora, abriu um grande sorriso e me deu um bombom*.

* Nota do editor: alguns linguistas dizem que bombom não é onomatopeia, e sim termo de origem francesa.

CSZ

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Por que é tão difícil ser um escritor?


Muitos leitores me escrevem perguntando se é difícil escrever... Bem, partilharei algumas experiências com vocês nesta postagem.

Pastor Ciro responde:

A cada dia, chego à conclusão de que escrever não é nada fácil. E, por isso, preciso me esforçar muito mais, a fim de explicar tudo aos meus leitores, nos mínimos detalhes. Mesmo assim, ainda correrei o risco de não ser compreendido...

Quando a dificuldade em compreender um texto vem de um leigo, até que me consolo. E tenho prazer em lhe mostrar que precisa melhorar em sua interpretação textual, além de explicar-lhe melhor as minhas argumentações. O pior é quando essa dificuldade vem de pessoas que fazem questão de exibir títulos: teólogo, filósofo, advogado, apologista, pastor, presbítero... Ou seja, pessoas que pensam estar certas, estando erradas.

Não tenho nada contra o uso de títulos. Mas não podemos nos esquecer de que não é o título que faz a pessoa. É a pessoa que faz o título. Assim como o Senhor Jesus foi acusado de falar contra o Templo — e condenado por isso —, em razão de os seus doutos acusadores não terem compreendido que Ele falava de seu próprio corpo (Jo 2.19,20), às vezes também sou acusado de ter dito o que jamais disse!

Há algum tempo, certo pastor me acusou de ter escrito contra o Grande Templo da Assembleia de Deus em Cuiabá-MT e aproveitou para me xingar (!) em público. Ele interpretou erroneamente o que eu escrevi no livro Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria, editado pela CPAD. No texto ficcional que abre esse livro, eu escrevi: “Chegando ao Brasil, Paulo é recepcionado por uma comitiva de pastores, que o convidam a conhecer, em certa cidade, o grande templo ecumênico das Igreja Paz & Amor.

Ora, no texto acima, é óbvio que eu não afirmei que o apóstolo Paulo veio ao Brasil, literalmente. E é claro que o grande templo ecumênico da Igreja Paz & Amor não é o Grande Templo da Assembleia de Deus! Se o pastor que me acusou — e me xingou! — tivesse lido o contexto, teria entendido que usei de linguagem figurada para me referir ao perigoso evangelho ecumênico, o qual vem encantando a muitos desavisados.

Recentemente, um presbítero (presbítero?) me escreveu para me acusar de fazer uma campanha para comprar um avião, o AeroCiro. Disse ele: “A paz do Senhor, Ciro. Me perdoe [por] não chamá-lo de pastor, pois descobrir [sic] através da oração que você não tem chamada nem sorte neste ministério, agora eu entendo porque que Deus me tirou do Minitério [sic] do Ipiranga antes de te [sic] conhecer
pessoalmente. Tu se vendeu [sic] e agora neste momento és vaso da Ira de Deus. Como pode o senhor está [sic] ao lado do pastor Antonio Gilberto e desonrá-lo desta forma? Em nome de Jesus arrepende-te antes que seja tarde”.

Bem, o que dizer a esse irmão que assina como presbítero fulano de tal da Assembleia de Deus do Ministério do Belém em Birigui, São Paulo? Primeiro, creio que, antes de eu me arrepender, esse “presbítero” precisa ler o texto sobre o AeroCiro de novo, devagar, com calma, observando a figura que ilustra o artigo. Afinal, se esse irmão gosta de usar o título de presbítero, precisa aprender a interpretar um texto em linguagem figurada.

Eu até pensei em encaminhar o e-mail desse “presbítero” aos meus amigos pastores das Assembleias de Deus do Ipiranga e do Belém, em São Paulo. Afinal, eles precisam estar atentos, a fim de, nas próximas consagrações de obreiros ou nos recebimentos de trabalhadores de outros campos, perguntarem aos candidatos se eles sabem distinguir entre linguagem literal e figurada.

Parece que isso é elementar, mas imagine o que esse “presbítero” anda pregando por aí? Como ele entende, por exemplo, Salmos 6.6? Pensa ele que Davi nadava literalmente em suas lágrimas? Acredita que o fígado de Jeremias foi literalmente derramado na terra, quando lê Lamentações 2.11? Pensa ele que Paulo estava querendo ser melhor que Pedro e João quando ironizou os falsos apóstolos: “em nada fui inferior aos mais excelentes apóstolos”, em 2 Coríntios 11.5? Ou acredita que o Diabo é um ser irreal?

Bem, se esse “presbítero” concluiu mesmo que este escritor está em campanha para comprar um avião, ignorando que o texto sobre o AeroCiro é uma crítica bem-humorada aos falsos obreiros e telengadores, tudo é possível...

Diante do exposto, caros escritores, articulistas, editores de blog, pregadores, ensinadores, expoentes, de maneira geral, tomem cuidado, pois assim como a Bíblia sofre na mão dos enganadores, a sua mensagem também pode estar sendo mal-interpretada. Alguém, talvez, já tenha até criado postagens ou gravado vídeos para atacá-los, acusando-os de dizer o que nunca disseram!

CSZ

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O que significa “avatar”?


Por causa do filme Avatar, de James Cameron, e seu sucesso de bilheteria no Brasil, muitos internautas estão me escrevendo e perguntando a respeito do significado do termo que dá nome ao filme. A fim de atender a esses irmãos rapidamente, resolvi citar um trecho do meu livro Perguntas Intrigantes que os Jovens Costumam Fazer, editado pela CPAD, no qual há um capítulo sobre a Nova Era. Para conhecer esta obra, visite o Blog do Ciro.

Pastor Ciro responde:

“Muitos são os títulos que identificam o movimento: New Age, Era de Aquário, Nova Ordem Mundial, Nova Consciência etc. Era de Aquário se refere a um período em que a humanidade entrará em uma fase adiantada de consciência espiritual. Tal título tem origem em um segmento da astrologia que apresenta quatro eras com a presença marcante de um avatar.

Avatar é alguém que atingiu o nirvana, iluminação após sucessivas reencarnações, e decidiu voltar ao mundo para ajudar as pessoas a aperfeiçoarem o espírito. A palavra nirvana, embora indique iluminação, significa “apagar”, uma referência ao fato de que todos os desejos se extinguem quando se atinge esse estágio final.

Cada era está relacionada com um povo e tem a duração de 2.150 anos. Os egípcios se destacaram na pecuária e tinham os bovinos como deuses. Daí a primeira era ser Touro, cujo avatar não é definido claramente nos estudos aquarianos. A transição para a Era de Carneiro foi a saída do povo de Israel do Egito. O povo predominante desta era, por conseguinte, são os judeus, que cuidavam de ovelhas.

O avatar da Era de Peixes, segundo os aquarianos (seguidores da Nova Era), é Jesus Cristo, tendo como povo predominante os cristãos. Esse título foi dado ao período em razão de o peixe ser o primitivo símbolo do Cristianismo. As letras da palavra ichtus (“peixe”, em grego) foram usadas pelos cristãos para criar o acróstico: “Iésous Christos Theou Uios Sõter”. Ou seja: “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”.

Acompanhando a seqüência cronológica estabelecida, a Era de Aquário começaria somente em 2.146, mas alguns aquarianos dizem que a humanidade já vive esta era, enquanto outros dizem que chegará a qualquer momento, trazida pelo seu avatar, o Maitréia, acerca do qual falaremos mais adiante. (...)

A Nova Era é, portanto, uma espécie de corrente de pensamento em que convivem diversas idéias, crenças, filosofias e práticas esotéricas. Não se trata de uma seita, mas de uma forma de pensar que tem como base a idéias do fim da Era Cristã (Peixes), para a instituição da Era de Aquário”.

Em Cristo,

CSZ

domingo, 24 de janeiro de 2010

Pregadores mirins ou miniaturas de animadores de auditório?


Comecei a pregar muito cedo, por graça de Deus, e também conheci, ao longo dos meus quase 40 anos, meninos pregadores. Alguns cresceram e continuaram pregando a Palavra do Senhor. Outros, por falta de orientação, resolveram agir por conta própria, e suas promissoras carreiras ministeriais não deram em nada.

Estou preocupado com a nova geração de pregadores. E me sinto incomodado com os chamados pregadores mirins, que são, na verdade, meninos de 8, 10, 12 anos que estão imitando famosos animadores de auditório. E, pasmem, já existe até bebê avivalista!

Os animadores de plateia mirins são miniaturas dos pregadores malabaristas. Eles são cheios de trejeitos, berram ao microfone, como se fossem pôr as entranhas pela boca, correm de um lado para o outro, fazem gracejos, dão golpes no ar, empregam bordões como “Ei, psiu, diga para o seu irmão: sonhador não morre” e “Pentecostal que não faz barulho está com defeito de fabricação”. E o pior: de modo soberbo, agem como profissionais da pregação!

Em algum lugar na Internet, um menino mal-orientado apresenta o seu currículo de maneira imodesta e, tacitamente, oferece os seus serviços: “Pregador mirim fulano de tal, pregador da palavra de 11 anos, usadíssimo por Deus! Deus tem me usado para avivamento espiritual, exortação, cura, libertação de almas e muito mais! Telefone para contato: (99) 9999-9999”.

Ora, Deus usa a quem quer e como quer, inclusive meninos, adolescentes e jovens! Haja vista Samuel, Davi, Josias, o menino Jesus, Timóteo, etc. Mas não podemos aceitar com naturalidade a exploração infantil, o mecanicismo e o artificialismo. Além disso, não devemos tolerar, nos infantes, a soberba, o comportamento de celebridade e a imitação de um modelo que não está de acordo com a pregação cristocêntrica, ainda que usemos como justificativa o fato de as crianças serem ingênuas e, até certo ponto, inocentes.

Por outro lado, não gosto nenhum pouco da maneira como certos editores de blog escarnecem desses chamados pregadores mirins e os expõem zombeteiramente, criando vídeos com legendas reprováveis. Eu nunca vou inserir um vídeo desse tipo aqui porque isso é também explorar os infantes e expô-los ao ridículo. Precisamos ter equilíbrio e saber que o bom humor precisa ser feito com bom senso e temor a Deus.

Que Deus levante pregadores mirins que falem com singeleza a respeito do Evangelho. Que os líderes e pais orientem os meninos pregadores a permanecerem humildes, sabendo que a chamada é um ato soberano do Senhor. E que eles, por sua vez, imitem o maior Pregador mirim que o mundo conheceu, o qual aos 12 anos estava no meio dos doutores — interrogando-os e sendo interrogado por eles! Ele, ao chegar à maturidade, cumpriu com autoridade um tríplice ministério, ensinando, pregando e curando os enfermos (Mt 4.23).

Com respeito e amor a todos os expoentes mirins (pois Jesus também foi um menino Pregador), e desejando vê-los progredir, seguindo a bons exemplos,

CSZ

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O mundo acabará em 2012?

Quase todos os dias visito uma livraria. E já vi pelo menos uns três livros novos pelos quais se afirma que o mundo poderá acabar em 2012. Aproveitando que o filme 2012 ainda está em cartaz, alguns prognosticadores de plantão chegam a decretar o dia exato em que o mundo acabará: 21 de dezembro de 2012!

O mundo acabará bem no dia em que eu e a minha amada completaremos 21 anos de casamento?!

Pelo menos o centenário das Assembleias de Deus no Brasil será em 2011...

Mas, o que mais acontecerá antes de 2012? Ih, o centenário do Corinthians?! Bem que o mundo poderia acabar antes...

Brincadeiras à parte, nós, que conhecemos a Palavra de Deus, não estamos esperando o fim do mundo, e sim o Arrebatamento da Igreja, o qual poderá acontecer a qualquer momento!

CSZ

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Pedir ou determinar?

O leitor Leandro Dias, de São Paulo, pergunta:

A paz do Senhor, pastor Ciro. Aqui no meu bairro uma determinada igreja colocou uma faixa bem grande na frente do templo: ‘Até agora nada determinastes em meu nome. Determinai e recebereis para que o vosso prazer se cumpra’ (João 16.24). Se você ainda não aprendeu a determinar, participe de uma de nossas reuniões e aprenda a receber as bênçãos de Deus. Estou confuso; pode me ajudar?

Pastor Ciro responde:

Conquanto pessoas estejam “determinando” sobre as suas carteiras, para que fiquem cheias de dinheiro, ou sobre os seus corpos, para que fiquem sadios, o Senhor Jesus ensina-nos a pedir ao Pai em seu nome, e não a determinar (Mt 7.7-11; Jo 14.13; 16.24, etc.). Na foto acima — tirada pelo próprio irmão Leandro — vemos um grave pecado contra o Deus da Palavra e a Palavra de Deus: o de torcer as Sagradas Escrituras, fazendo-as dizerem o que não dizem (Ap 22.18,19; Dt 12.32).

Os falsos mestres torcem, falsificam as Escrituras (cf. 2 Pe 3.16; 2 Co 2.17), afirmando que o sentido do termo “pedir” equivale, no grego, a “determinar” e “exigir”. Valem-se da eisegese (não confunda com exegese), método pelo qual se cria uma doutrina, para depois encontrar na Bíblia versículos isolados, que, pretensamente, avalizem interpretações diferentes das usuais e comuns.

É pecado contra o Deus da Palavra e a Palavra de Deus, repito, afirmar que o termo “pedir” em João 14.13; 15.16; 16.24,26 e passagens correlatas significa “determinar”. Fazer isso é querer ajustar a mensagem da Bíblia ao raciocínio humano. Será que todos os eruditos que traduziram as Escrituras para os vários idiomas erraram? Afinal, nenhum deles empregou “determinar” em lugar de “pedir” nas passagens supramencionadas.

João Ferreira de Almeida traduziu o verbo grego aiteõ, em João 14.13, por exemplo, para “pedirdes” (cf. ARC e ARA). Nas traduções inglesas King James Version e New Internacional Version, empregou-se o verbo ask (pedir). E, na famosa versão espanhola de Casiodoro do Reina, o verbo aplicado foi pediereis. W. E. Vine afirmou: “O verbo aiteõ sugere na maioria das vezes a atitude de um suplicante, a petição daquele que está em posição inferior àquele a quem a petição é feita; por exemplo, no caso de homens ‘pedindo’ algo a Deus (Mt 7.7)...” (Dicionário Vine, CPAD, p.860).

Mas os defensores da “determinação”, quando tentam explicar o seu pecado de torcer a Palavra de Deus, se complicam mais ainda! Asseveram que determinam ao Diabo, e não de Deus! Como explicar, então, as palavras do Senhor Jesus em João 15.16: “a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda”, posto que foram dirigidas diretamente ao Pai, e não ao Diabo?

Infelizmente, muitos estão “determinando” porque aprenderam a fazer isso com o missionário fulano de tal. Mas o melhor mesmo é aprendermos com o Bom Pastor Jesus Cristo, que disse: “Pedi, e dar-se-vos-á... Porque aquele que pede recebe...” (Mt 7.7,8).

Amém, pessoal? Sim ou não?

CSZ